O setor de serviços do Brasil se expande em novembro, mas o crescimento desacelera, afirma IHS Markit

O setor de serviços do Brasil se expandiu em novembro pelo terceiro mês consecutivo, mas em um ritmo mais lento do que no mês anterior, uma pesquisa com gerentes de compras mostrou na quinta-feira, já que as preocupações com uma segunda onda do coronavírus esfriaram a recuperação recente.

Os serviços ficaram para trás na manufatura e na indústria na recuperação da crise do COVID-19, mas recentemente mostraram sinais – principalmente no crescimento do emprego – de que a recuperação estava finalmente em andamento.

Mas o principal PMI de serviços da IHS Markit no Brasil caiu para 50,9 de 52,3 em outubro. Foi a terceira leitura consecutiva acima de 50,0, mas a primeira queda do índice desde abril.

Uma leitura acima de 50,0 marca expansão, enquanto uma leitura abaixo significa contração. A queda nos serviços seguiu a primeira queda do PMI industrial desde abril também. O PMI composto que abrange os dois setores caiu para 53,8 em novembro, de 55,9 em outubro, disse a IHS Markit.

“A pandemia COVID-19 pesou sobre a economia de serviços, com o aumento mais recente na atividade sendo marginal e mais brando do que em outubro”, disse Pollyanna De Lima, diretora associada de economia da IHS Markit. “O medo de um novo pico nos casos COVID-19 e os controles associados podem trazer otimismo comercial restrito”, disse ela.

Nos serviços, o índice de emprego subiu de 47,5 para 51,3, o primeiro crescimento do emprego desde fevereiro. Isso ajudou a elevar o índice composto de emprego em manufatura e serviços de 50,0 para 52,6, o maior em quase nove anos.

As pressões inflacionárias continuaram a aumentar, com o índice de preços de insumos do setor de serviços subindo para 64,1, o maior em mais de quatro anos. O índice composto de preços de insumos subiu para 70,5, o maior desde que o índice foi compilado pela primeira vez em março de 2007.

O índice de expectativas de negócios de serviços caiu para 65,5 de 71,0 no mês anterior, mas o novo índice de negócios de exportação saltou de 39,6 para 50,6, a mais alta e a primeira leitura acima de 50,0 neste ano. 

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Traduzido e adaptado por equipe Dinheirao.

Fonte: Financial Post